domingo, 19 de outubro de 2008

Os filhos de Raven - Capitulo I (Parte I)

Capitulo Primeiro

O corvo representa uma das espécies de pássaros de maiores dimensões. Vivem em bandos com estrutura hierárquica bem definida. São aves que exibem sinais de inteligência, planeamento e comunicação entre os mesmos. Também são conhecidos por poderem ser necrófagos. Em inglês corvo é Raven. Este era o apelido da família mais nobre e poderosa do reino de Lithian.

Adhemar, filho do rei Amon e da rainha Alessandra estava de braços esticados e com um ar entediado enquanto Ada, a escrava, tirava as medidas para preparar um fato. Ao lado, a mãe Alessandra observava.
- Por mil ézios, soubesse eu o trabalho que dá a união de duas pessoas que estaria muito bem quieto. – comentou Adhemar.
- Ora, meu filho. – respondeu a rainha - Imagina como estará Ísis.
- Sabe bem porque faço isto, minha mãe. Não magique na sua mente histórias de encantar. Estamos ambos bastante crescidos para isso.
A rainha sentou-se no sofá mais distante.
- Já que se faz, que se faça bem feito. Bem sabes como sou. E é a nossa honra que está em questão. Quero fazer algo único.
- Não devia estar a ter esta conversa com a minha futura esposa? Ela, sim, é bem capaz de fantasiar com essas coisas. Eu só quero que me seja permitido acabar com esta posição de crucificado para poder ir caçar. Antes que a escuridão o impeça e seja mais um dia perdido.
- Tens razão num ponto. Devo ir ter com a minha futura nora, temo que as suas escolhas possam atrapalhar um pouco o que tenho na cabeça.
Adhemar sorriu.
- De certa forma, parece que é a minha mãe que vai casar.
A rainha retribuiu o sorriso e saiu da sala.
O rei Amon encontrava-se no trono, as mãos repousando sobre os braços da madeira luxuosa, e enquanto esperava pelo filho para ir caçar conversava com o seu braço-direito, Rómulo e a feiticeira Ofélia.
- Diz-me feiticeira. Como está o mar?
Ofélia aproximou-se do rei e ajoelhou-se.
- O mar está agitado, meu rei. Um ar extremamente salgado que indica tempestade.
- Tão perto do casamento do meu filho? Quem se atreveria? Quem na sua perfeita consciência providenciaria um ataque ao meu império neste momento?
O rei levantou-se, furioso.
- É bom que o Duque de Castella não pense em tal disparate! Pendurarei a sua cabeça decapitada junto à minha colecção de javalis!
Rómulo fez sinal ao rei para se acalmar.
- Meu bom rei, nada tema. Sabe perfeitamente que possui uma armada invencível. Bravos guerreiros que o respeitam. Que darão a vida por si!
- E nada mais fazem que a sua obrigação! Casos não queiram ser comida para leões!
Adhemar surgiu na sala.
- Pronto para a caça, meu pai?
O rei anuiu e abandonou o trono saindo da sala com o filho.
Ofélia, a bruxa, sorriu para Rómulo.
- Tem cuidado com a tempestade que estás prestes a enfrentar. Há um grande risco de naufrágio. Trair o capitão não é muito inteligente.
Rómulo olhou para ela com frieza.
- O dia em que te atirar à fogueira será o dia mais feliz da minha vida.

4 comentários:

Leto of the Crows disse...

É um inicio apelativo, que obriga o leitor a querer saber a continuação ^^

Gostei ^^

susanna disse...

olha os meus meninos preferidos ^^ gostei mm mt!!! cheira-m a grande sucesso (há k confiar na minha clarividência sobrenatural :P)
lov u guys,
Susanna

c-a-l disse...

Parabéns pela ideia :) Está muito fixe! A história afigura-se curiosa desde o primeiro instante. Sempre quero ver o que acontece ao Rómulo ;P Será que ainda mete a Ofelia na fogueira?
E a Amara? Porque detesta tanto os Raven?

Saudações,
Cláudia

kakashi disse...

Deixa-me dizer k fikei bastante surpreendido...e pela positiva...a historia (do pouco que li) é muito boa consegue captar a atencao desde o inicio...outro aspecto positivo para mim é a descrição das personagens...é curta, sucinta e excelente..(nao engonha...lool)... continua assim k esta historia tem potencial!

Hasta

Diogo

 

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