quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Os filhos de Raven - Capitulo I (Parte III)

- Aquela bruxa velha! – exclamou Elara – Ela vai estragar tudo!
Elara, semente mais nova da dinastia Raven, caminhava, nervosamente, de um lado para o outro, numa pequena sala do castelo, diante do olhar de Rómulo.
- Se ela abre a boca os nossos planos serão arruinados. – comentou o guerreiro com asco.
- Bem sei que o meu bom pai acreditará na sua frágil e inocente filha. Aquela que não se sabe proteger. Aquela que é protegida pelo guerreiro mais valente do reino – Elara olhou para Rómulo, sorrindo – Mas qualquer atraso no nosso plano será meio caminho andado para o fracasso. E eu abomino essa palavra! A nossa estratégia tem imperiosamente de ser colocada em prática no dia do casamento do meu querido irmão!
Rómulo tirou a sua espada da bainha e ajoelhou-se perante a princesa mostrando a arma.
- Se a princesa assim o desejar, terei todo o prazer em apagar do nosso destino tão incómoda criatura.
Elara andava agora à volta do cavaleiro.
- Bem sei do teu ódio por Ofélia. E é exactamente por essa razão que não posso permitir que faças tal coisa. A bruxa morta seria menos um estorvo, é verdade, porém provavelmente será mais útil viva. Se eu te ordenasse apenas para a amedrontar tenho a certeza que amanhã estarias diante de mim ajoelhado não mostrando uma espada, mas sim a cabeça da bruxa. Inventarias uma desculpa absurda qualquer, que ela tinha tentando enfeitiçar-te, que ela te tinha atacado ou prometido mal ao reino. Pois não, não quero que faças nenhum gesto. Ficarás no castelo organizando ou reorganizando o resto do plano para que nada falhe. Eu própria me deslocarei à Caverna de Luath para falar com ela.
Rómulo olhou para ela, consternado.
- Sozinha? Não posso permitir. O rei…
Elara interrompeu.
- Quer que sempre me acompanhes porque eu sou uma jovem indefesa. Bem sabes que não é verdade. Se ele questionar dirás que estou no meu quarto a repousar e não quero ser perturbada.
- Assim será. – respondeu Rómulo, relutante.

*

Entretanto a rainha encontrava-se com a futura nora nos futuros aposentos da mesma.
- Ainda bem que chego em momento de tão crucial importância.
- Não era preciso incomodar-se, minha rainha. Já tenho alguns vestidos de noiva dos quais particularmente gosto. – disse Ísis, apontando para os vestidos em cima da sua cama.
Alessandra olhou para os vestidos com um ar reprovador.
- Não, não, não. Esses vestidos não merecem tal honra. Não é qualquer pedaço de trapos que entrará na Igreja para se unir ao meu filho.
A rapariga baixou a cabeça.
- Ergue-te! – exclamou a rainha - Serás princesa! Não podes rebaixar-te. Não quero que nunca mais faças esse gesto! É uma vergonha para a família Raven! Nós somos a família real! E é um vestido real que levarás ao casamento. Livra-te desse lixo todo e depois dirige-te ao meu quarto. Lá estarei à espera com o vestido que levarás no dia mais feliz da tua vida.
A rainha saiu do quarto deixando Ísis, aturdida, olhando para os vestidos.

4 comentários:

Leto of the Crows disse...

Um antro de conspirações e intenções veladas, num cinismo tão tipico da nobreza!

Muito bem, espero a continuação ^^

c-a-l disse...

Muito fixe :)

Ontem não tive tempo de ler, mas hoje vim logo!

Então a Elara é a irmã mais nova do Rómulo. É pena não se saber como se conheceram o Rómulo e a Isis. Mas sempre quero ver qual será a vingança da Amara!

Saudações,
Cláudia

susanna disse...

eh pah devia ser o rómulo e o remo xD mas pts eu tb aceito rómulo e elara... é catchy lol
vou já ler o próximo capítulo!!!

Lord of Erewhon disse...

Interessante.

 

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