segunda-feira, 6 de abril de 2009

Capitulo V - (Parte III)

Faltavam poucas horas para o amanhecer e o pai de Isis não tinha pregado olho. Não bastavam os acontecimentos no casamento da sua filha como também encontrou na sua casa uma surpresa macabra. A ideia inevitável surgiu na sua mente. Seria tudo obra da bruxa? Seria tudo uma questão de vingança?
Por mais que tentasse afuguentar da sua cabeça tais cogitações, a verdade nua e crua é que tudo era uma coincidência muito grande.
A bruxa estragara o casamento da sua filha, e, não satisfeita, tentara pregar-lhe um susto de morte.
Levantou-se da sua cama, atormentado. A pintura que passara horas a apagar da parede, era uma ameaça, um prenúncio ou simplesmente uma brincadeira mórbida?

- Fujam! - exclamou Lydro - Rápido! Rápido!
O comandante do pequeno grupo de resgate abria caminho de volta pela floresta quando foi colhido por uma flecha, caindo inerte com os seus olhos vidrados e surpresos. Gälart ficou imóvel perante o corpo caído. Mais que nunca o receio de morte estava bem presente. Seriam aqueles
os últimos minutos da sua vida?

- Anda! - exclamou Elara, saindo detrás de umas árvores - Não ouviste? Anda comigo se quiseres viver!
- Elara...- chamou Gälart surpreso - O que fazes aqui?
- Eu não sou nenhuma princesa indefesa, meu rico primo - começou a princesa zangada - Quis salvar o meu irmão, mas não teremos oportunidade... Não agora...Anda comigo se quiseres viver. Junta-te ao teu fantástico grupo de combate se queres transformar-te em esqueleto nesta horrenda floresta.
Sem pensar muito o homem decidiu acompanhar a prima. Enquanto isso os restantes elementos do grupo iam tombando um a um.

Por dentro da floresta, Elara e Gälart só pararam quando estavam bem longe do conflito.
- Podemos parar - afirmou Elara - Não creio que se arrisquem a vir até tão longe.
- Concordo. - anuiu Gälart - Já estamos muito perto dos nossos territórios.
- Nunca pensei ver-te num campo de batalha. - afirmou Elara, sorrindo - Mesmo que fosse a fugir...
- Posso dizer o mesmo - afirmou o primo - Mas, ainda bem. Obrigado, salvaste-me a vida.
Elara encostou-se ao homem e num movimento rápido tirou uma adaga do bolso da sua saia e encostou-a à garganta dele.
- Não me agradeças - sorriu a princesa - Sabes, meu primo, odiar-te seria razão suficiente para acabar contigo. Mas, contenta-te, não é a única. Nem tu, nem o meu querido irmão, nem a minha mãe, ninguém vai impedir que chegue ao trono.
- Para que procuravas então o teu irmão? - questionou o primo não acreditando no que estava a acontecer - Porquê? E porque me salvaste se me queres matar?
- Procuro o meu irmão para garantir que morra! - exclamou Elara - E salvei-te porque ninguém me ia tirar este pequeno prazer.
Com um movimento rápido cortou a garganta de Gälart e abandonou o local deixando-o agozinar até à morte.

2 comentários:

Leto of the Crows disse...

Oooooh! Mataste o Galart *snif*

Simpatizava tanto com ele ='(

Vou ficar deprimida... *snif snif*

Lord of Erewhon disse...

Bela narrativa.

Abraço!

 

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